Em seguida, a Império de Casa Verde apresentou um enredo sobre óculos, usando telas de LED para dar destaque a um dos seus carros alegóricos.
A X-9 Paulistana cantou a história do “Brasil Sertanejo” e misturou Rali dos Sertões e Semana de Arte Moderna entre suas alas.
A Vai-Vai ficou marcada pela presença maciça de celebridades, que incluiu desde atrizes como Marisa Orth e Claudia Raia a cantoras como Elza Soares e Paula Lima e políticos como Eduardo Suplicy e Soninha Francine, que homenagearam as mulheres brasileiras.
O desfile da Rosas de Ouro teve a participação do empresário Roberto Justus e sua mulher, Ticiane Pinheiro. Também chamou atenção o orçamento milionário, cerca de R$ 3 milhões divididos em carros luxuosos e fantasias opulentas.
Antes da Mancha Verde, última escola da madrugada, a Acadêmicos do Tucuruvi apresentou um enredo sobre a África, investindo em materiais naturais em suas alegorias.
Confira todos os detalhes!
Camisa Verde e Branco
De volta ao grupo especial do Carnaval de São Paulo, a Camisa Verde e Branco abriu o primeiro dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi, na noite desta sexta-feira (17), com o enredo “É o Amor”.
Um casamento de verdade realizado na dispersão e alas que quebraram a tradição ao deixar de ostentar as cores da escola --justamente o verde e o branco-- em prol das cores do amor --rosa, dourado e vermelho. O desfile ficou marcado, porém, por uma quebra na harmonia para evitar o atraso das últimas alas.
Com mais de 50 minutos decorridos, o último carro da Camisa, um arlequim gigante ladeado de espelhos e que leva os integrantes da velha-guarda da escola, representando o amor do folião pelo Carnaval e pela agremiação, entrou no Anhembi com cadência acelerada para evitar o atraso e a consequente perda de pontos. O ritmo puxado foi seguido pelos integrantes das alas finais, que conseguiram cumprir o tempo regulamentar, mas podem perder pontos na nota dos jurados por conta da harmonia prejudicada. Cada escola tem no máximo 65 minutos para realizar seu desfile.
"É O AMOR"
Contando histórias e loucuras de amor, a escola da Barra Funda, zona oeste da cidade, trouxe a comissão de frente representando o amor imortal; as baianas se fantasiam de Oxum, a deusa do amor no candomblé; e pierrô, colombina e arlequim -- figuras clássicas do Carnaval usadas para simbolizar o triângulo amaroso.
O carnavalesco Anselmo Brito armou um desfile com 25 alas, cinco alegorias e 3 mil componentes para a escola vice-campeã do grupo de acesso em 2011. A Camisa contou histórias famosas por sua temática amorosa, como a lenda de Cupido e Psiquê, representados logo no primeiro carro alegórico, "O grande templo do amor", que quebrou uma tradição interna ao trocar as cores da escola (verde e branco) pelos tons do amor (vermelho, dourado e rosa) e que disparou flechas encantadas na direção dos foliões.
Antes dele, os doze membros da comissão de frente representaram o amor imortal na forma de anjos dourados protegendo o casal Inocêncio "Mulata" Tobias e Tia Sinhá, figuras históricas da escola, ainda dos tempos em que a agremiação era apenas um bloco carnavalesco na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Um dos grandes momentos da Camisa na avenida aconteceu com a passagem do quarto carro alegórico, "Celebrações do Amor": um enorme bolo de casamento decorado com dois ursos de pelúcia gigantes, um rosa e outro azul, representavam os bons momentos de um casal apaixonado, com trocas de presentes e recadinhos apaixonados.
A escola trouxe ainda casais famosos, alguns fictícios: entre os representados no Anhembi, Ceci e Peri, do romance "O Guarani" de José de Alencar, Romeu e Julieta, de Shakespeare, e os cangaceiros Lampião e Maria Bonita.
Menos conhecidos por seus nomes, o imperador indiano do século 17 Shah Jahan e sua mulher preferida, Mumtaz Mahal, foram representados pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, formado pelos irmãos Douglas e Pâmela. Diz a lenda que após dar à luz seu 14º filho, Mumtaz morreu e sua ausência fez com que Jahan mandasse construir o palácio de Taj Mahal, visto no Anhembi através do segundo carro alegórico.
O amor não realizado foi tema da ala "Sol e Lua", representação do amor platônico. Na sequência, foram mostrados o amor à pátria, amor de cinema e, claro, o amor ao pavilhão da escola, representado pela bateria "Furiosa", que trouxe seus componentes vestidos de forma clássica, com terno e chapéu panamá nas cores verde e branca.
A tradicional ala das baianas surgiu no Anhembi com fantasias douradas evocando Oxum, a deusa do amor da mitologia africana, tema também do terceiro carro alegórico da escola, que teve um pequeno problema ainda na concentração, mas que passou sem maiores complicações pelo sambódromo.
Alegorias com esculturas greco-romanas, templos antigos, o Jardim Suspenso da Babilônia mostram a força do amor imortal. Amor ao próximo, solidariedade e o combate ao preconceito também são simbolizados na avenida. Além disso, cinquenta deficientes visuais e seus guias, participando da ala "Amor que Salva", que trata da doação de órgãos.
Solange Gomes, madrinha da bateria, Joice Costa, rainha, e Ellen Cardoso, a Mulher Moranguinho, também mostram seu amor pela escola e pelo Carnaval como destaques da Camisa Verde e Branco.
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Império de Casa Verde
Império de Casa Verde trouxe um samba-enredo curioso sobre o uso dos óculos e um desfile grandioso, marcado por carros com alegorias enormes.
Contando a história dos óculos -- seja para ditar moda, seja na contribuição a cientistas e pesquisadores em importantes descobertas -- o tema tinha uma pequena incoerência em seu título oficial, ao grafar a palavra "óptica" -- referente ao ramo da física que estuda a luz e os fenômenos da visão -- de forma pouco aceita: “Na ótica do meu Império, o foco é você”.
O português atravessado não foi sentido por quem estave na avenida, e a agremiação da zona norte impressionou com cinco enormes carros dividindo 26 alas com um total de 3.500 componentes para contar a história bolada pelo carnavalesco Roberto Szaniecki. Tudo com muito vidro, cristal e brilho para impressionar o público.
A comissão de frente entrou no sambódromo com coreografia de Robson Nascimento e fantasias brilhantes de "Alquimistas", os estudiosos que se debruçaram pela primeira vez sobre os conceitos da óptica, também foram chamados pejorativamente de magos por ousar buscar a fabricação do ouro através de metais (transmutação) e usar elixires para curas diversas.
Impressionante, o primeiro carro alegórico trouxe o tigre, símbolo da Casa Verde, representado por duas estruturas articuladas recobertas por 360 metros de pelúcia branca e listras de tinta acrílica. Sobre o carro, 11 equilibristas ajudam a compor um quadro magistral e sedutor com as cores da escola -- o azul e o branco.
A sedução do olhar cantada pelo puxador Carlos Júnior se materializou no segundo carro alegórico da escola, que mostrou um outro uso para o vidro, na forma de lentes, por fenícios, chineses e pelos mercadores europeus de Veneza e Florença, ainda no século 13. Com as lentes, foi possível iniciar o estudo das estrelas, dando origem à astronomia.
Marquinho e Jennifer, segundo casal de mestre-sala e porta-bandeiras da escola, representaram a nobreza que patrocinou o avanço no estudo das lentes e na criação de cristais na Ilha de Murano, em Veneza, e a disputa da cidade com Florença pela primazia no uso de lentes como óculos.
O terceiro carro da escola também prestou homenageou às duas cidades, desta vez com extremo luxo: a alegoria simula um enorme Teatro de Ópera com diversos destaques iluminados por 28 lustres acesos durante toda a duração do desfile; sobre ela, outro destaque envergou uma fantasia ornamentada com 3 mil penas de faisão albino e cristais Swarovski.
A ala das baianas mostrou o uso das lentes na criação do cinema, logo após a ala que trouxe a criação da fotografia com fantasias sobre os já folclóricos fotógrafos "lambe-lambe", profissão praticamente extinta. A bateria do mestre Zóinho, com 250 ritmistas, foi regida pelo slogan "Arame farpado é difícil de atravessar" e pelo molejo de Valeska Reis, assistente de palco do programa "Melhor do Brasil", da Rede Record, e e rainha.
O quarto carro, "Depois da Terceira Dimensão", também se valeu de adereços gigantes para chamar a atenção: três grandes cabeças com telas de LED fazendo o papel de óculos, mostraram o uso do acessório como marca registrada por figuras públicas ao longo do século passado. Painéis exemplificaram este uso, ao mostrar imagens de pilotos de guerra com seus óculos do tipo "aviador", o músico americano Ray Charles com suas lentes retilíneas e a brasileira Rita Lee, com seus aros arredondados.
Ao final, o quinto carro trouxe uma visão ao mesmo tempo afastada e aproximada de tudo o que nos cerca com o tema "Visão Espacial do Micro ao Macro Cosmo".
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X-9 Paulistana
Com desfile luxuoso, X-9 Paulistana mistura Semana de Arte Moderna e Rali dos Sertões.
Terceira escola a desfilar no Carnaval de São Paulo, a X-9 Paulistana entrou na avenida às 2h05 com a intenção de levar o folião em uma viagem "para redescobrir o Brasil do interior, o Brasil sertanejo”, nas palavras do carnavalesco Rodrigo Cadete. A 10ª colocada de 2011 chegou este ano com o enredo “Trazendo para os braços do povo o coração do Brasil... A X-9 Paulistana, num grande rali, desbrava os sertões dessa gente varonil”.
Homenageando o Rali dos Sertões, a X-9 ampliou seu enredo para incluir referências aos 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922 e ao centenário de Luiz Gonzaga. Pilotos participantes do rali desfilaram nas últimas alas da escola.
Abrindo o desfile, o ator Pascoal da Conceição encarnou o escritor Mário de Andrade para vir à frente dos "Bandeirantes de Aço" da comissão de frente, cujo tema foi "Modernismo Essencial", uma homenagem aos 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Usando capacetes, os "bandeirantes de aço" representavam os pilotos do Rali dos Sertões, que seriam os modernos desbravadores do interior do país. O tema do modernismo foi retomado pelo segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, que trazia a fantasia "Os Modernistas da Semana de 22".
Bastante criativo, o primeiro carro alegórico usava tubulações flexíveis de ar-condicionado para decorar "A Grande Máquina" - o veículo de rali que dava nome à alegoria.
O rali também se fez presente na bateria do mestre Bruxinha, que trazia a fantasia "Desbravadores de Aço", representando os pilotos da competição. Além dos instrumentos clássicos, a escola trouxe uma novidade na percussão: o ripatom, espécie de caixa octogonal de madeira. A entrada e a saída da bateria no recuo ocorreu sem problemas.
Já o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Renatinho e Fabíola, trazia referências à riqueza dos rios brasileiros que cortam os sertões, tema que era retomado nas luxuosas fantasias verde-água das alas que vinham na sequência.
O segundo carro da X-9, "Um Grande Santuário, Cenário de Belezas Naturais", mostrou a riqueza da fauna das áreas cortadas pelos pilotos, com uma exuberante onça pintada rodeada por 12 pássaros, cujas penas foram cortadas e dobradas uma a uma. Ao centro, um telão de LED mostrando imagens do rali representava uma cachoeira.
A ala das baianas veio representando a flora brasileira, com fantasias todas diferentes umas das outras.
O terceiro carro prestou homenagem ao compositor Luiz Gonzaga, que completaria cem anos em dezembro, com uma grande figura representando o músico, além de pequenas asas brancas decorando as laterais, em referência a uma das músicas de maior sucesso do pernambucano. O "rei do baião" também foi homenageado pelo intérprete Royce do Cavaco, que entrou na avenida usando um chapéu similar ao que Gonzagão costumava ostentar.
Seguindo com a homenagem à cultura sertaneja, o terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representava o o rei e a rainha do maracatu, vindo à frente de uma ala que homenageava o maracatu rural. Para não sair do tema, o quarto carro alegórico teve como grande destaque o boi-bumbá e mostrou outras tradições folclóricas do nordeste, como a cavalhada e o reisado.
O quinto carro, todo dourado, encerrou o desfile, à frente das três últimas alas, representando a "Consagração da Vitória" e trazendo uma iluminação ecológica, sem o uso de geradores. A escola terminou seu desfile em cima da hora, aos 64 minutos, um a menos que o tempo máximo.
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Vai Vai
Com participação maciça de celebridades, Vai-Vai homenageia a mulher brasileira
Campeã do Carnaval paulista em 2011, a Vai-Vai cantou este ano o samba-enredo “Mulheres que Brilham - A força feminina no progresso social e cultural do País” em busca de mais um título.
Com patrocínio da Bombril, o objetivo da agremiação era mostrar o papel decisivo das mulheres no desenvolvimento do Brasil e do mundo desde o começo dos tempos. A bateria teve a cantora Maria Rita como madrinha e Camila Silva como rainha.
Sempre uma das favoritas entre as agremiações de São Paulo, a Vai-Vai empolgou o público com um desfile repleto de artistas e celebridades, como a socialite Brunete Fraccaroli, a apresentadora Ana Hickman, a atriz Cláudia Raia e a ginasta Daiane dos Santos.
O enredo foi desenvolvido pelo veterano carnavalesco Alexandre Louzada, que já passou por grandes escolas do Rio, como Viradouro, Beija-Flor e Portela.
Com o nome de "Cor de rosa choque, não provoque", a comissão de frente fazia alusão à música da Rita Lee e trazia homens representando mulheres de diversas ocupações, devidamente caracterizados, contando com a participação da atriz Adriana Lessa.
Ainda à frente do carro abre-alas, as 81 baianas traziam a fantasia "Porção Mulher que Aflora e se Revela", decoradas por borboletas e adornos luminosos.
O grandioso primeiro carro alegórico veio cheio de brilho para representar o Jardim do Édem, com inúmeras Evas seminuas que se banhavam em cachoeiras. O carro duplo ainda trazia na parte de trás uma enorme serpente e a maçã que provocou a expulsão de Adão e Eva do paraíso.
A ex-escrava Xica da Silva, que conseguiu comprar sua liberdade e se tornou uma rica senhora, foi lembrada em uma ala que representava suas mucamas.
O segundo carro alegórico lembrou as mulheres de D. Pedro 1 - a imperatriz Leopoldina, mulher do imperador, e a marquesa de Santos, sua amante.
Anita Garibaldi, heroína da Guerra dos Farrapos e da unificação da Itália foi outra mulher de coragem da história brasileira que ganhou uma aula em sua homenagem.
Todo feito de bambu, o terceiro carro, "Semente e Liberdade", fez uma viagem até o Congo, local de origem de muitos escravos trazidos para o Brasil, para relembrar a escravidão, os quilombos e a princesa Isabel, responsável por assinar a Lei Áurea.
A velha guarda da escola seguiu no tema trazendo a fantasia "Leis Abolicionistas".
As alas que se seguiram homenagearam outras grandes personalidades femininas: a compositora Xiquinha Gonzaga, a pintora Tarsila do Amaral, a cangaceira Maria Bonita, a cantora Carmen Miranda e as personagens de Monteiro Lobato Tia Anastácia e Dona Benta, que vinham à frente de uma ala infantil representando a boneca Emília e o Visconde de Sabugosa.
A socialite Brunete Fraccaroli, participante do programa "Mulheres Ricas", desfilou como Diva das Artes e comentou a polêmica de sua expulsão do desfile da Vila Maria. "Foi um mal entendido. Fui convidada pela Vila Maria, mas na vai-Vai eu ia desfilar com o tema da minha profissão, arquiteta. A fantasia tem pedras, super luxuosa", disse.
Já a ginasta Diane dos Santos, presentando as mulheres : Foi um prazer participar do desfile, essas mulheres são exemplos. Adoro o Carnaval, mas é difícil conciliar com os treinos."
Em uma luxuosa fantasia toda preta, a apresentadora Ana Hickman representou o "Brilho das Estrelas" pouco à frente do quarto carro, "Reluzem Estrelas, Musas das Artes". A atriz Cláudia foi o grande destaque da alegoria, que ainda contava com a presença da atriz Marisa Orth, as cantoras Elza Soares e Paula Lima e as jornalistas Mônica Iozzi, do CQC, e Maria Cândida.
Em seguida foi a vez das mulheres da política serem lembradas, com alas que homenageavam nomes como Zuzu Angel e Zilda Arns.
Uma curiosidade do desfile da Vai-Vai foi a participação dos repórteres do programa "Mais Você", da Globo, Fabrício e Nádia, como o quarto casal de mestre-sala e porta-bandeira.
O quinto carro, "O Grande Lar que é o Brasil", trouxe um palco giratório, com diversas cenas de lares sendo comandados por mulheres e adereços nas cores da bandeira brasileira, lebrando que o país é dirigido por uma mulher, a presidente Dilma Rousseff. A cearense Maria da Penha, que dá nome à lei que pune agressões a mulheres, e Carlos Moreno, garoto-propaganda da Bombril, marcaram presença no carro.
Na dispersão, um carro da escola bateu em um cronômetro, que por pouco não caiu e teve que ser escorado por uma escada.
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Rosas de Ouro
Roberto Justus ganha homenagem da Rosas de Ouro em desfile milionário.A relação entre o Brasil e a Hungria, veja só, é a inspiração da Sociedade Rosas de Ouro, quinta escola do primeiro dia de desfiles do Carnaval de São Paulo e que entrou na avenida às 4h25 com o samba-enredo "O Reino dos Justus".
Embora representasse os imigrantes húngaros que chegaram ao país, o enredo se valeu da licença poética para contar esta história real a partir de um ponto fictício: um reino é invadido e seu soberano -- representado pelo publicitário Roberto Justus -- se vê obrigado a deixar sua terra. O enredo conta, então, a saga dos descendentes do rei e de seu povo.
Auto-referente, o último carro trouxe a "Coroação do Carnaval", com o publicitário homenageado Roberto Justus e sua mulher, Ticiane Pinheiro, como destaques. Roberto Justus representou o "Rei Justo".
Fazendo seu desfile mais caro até hoje, com um custo de 3 milhões de reais, a Rosas de Ouro doou 1,8 mil fantasias a membros da comunidade, que compõem 70% dos participantes. O grande número de alas coreografadas também marcou a performance da escola, conhecida por fazer desfiles luxuosos.
A comissão de frente foi um exemplo do luxo que a escola trouxe para a avenida - apenas a maquiagem dos artistas custou 4 mil reais. Com o tema "Era uma Vez", a comissão de frente trouxe fadas, mago, rainha e rei, que saíam de um livro de contos de fadas.
Abrindo o desfile logo depois de uma ala que trazia um brasão inspirado no símbolo do império Austro-Húngaro, o primeiro carro alegórico trazia o rei Janus, fictício fundador do reino fantástico em que a escola transformou a Hungria. O carro foi todo forrado de pelúcia branca e ninguém pisou nele até o início do desfile.
Com Ellen Roche à frente, a bateria da Rosas de Ouro precedeu uma ala formado por húngaros, que mostraram uma coreografia inspirada em danças típicas do país.
O segundo carro, "O Castelo em Festa", veio puxado por uma carruagem onde o rei comanda seu país pacífico. A alegoria marcou a virada do enredo que viria logo em seguida, com a chegada de invasores representados em fantasias em tons mais sombrios, como preto e roxo, representando o "Exército do Mal", que obrigaria o rei e sua corte a fugir do país.
Mais uma ala coreografada mostrou caveiras representando a morte e a destruição que ocasionaram a derrota do reino. Cobertos por um pano azul, os integrantes transformavam-se de guerreiros em esqueletos durante o desfile.
O terceiro carro alegórico, "Império do Mal", trouxe para a avenida uma serpente negra e monstros que tomaram o castelo do rei Janus, obrigando-o a fugir.
A fuga do rei e da rainha para ao Brasil trouxe a leveza de volta ao desfile, com aulas que representavam as riquezas naturais do país.
O carro "Capitel Tropical" trouxe uma profusão de plumas nas cores da fauna brasileira para ilustrar as belezas encontradas pelo rei fugitivo, que veria seu herdeiro nascer nessas novas terras. O príncipe - que representava o homenageado Roberto Justus quando pequeno - veio na forma de um enorme bebê loiro coroado.
A escola terminou o desfile com folga, dentro do tempo máximo de 65 minutos.
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Acadêmicos de Tucuruvi
Acadêmicos do Tucuruvi investe em materiais naturais e muita cor para mostrar riquezas da África.
Penúltima escola do primeiro dia do Carnaval de São Paulo, a Acadêmicos do Tucuruvi cantou sobre a África primitiva e suas riquezas no samba-enredo “O esplendor da África no reinado da folia”.
A agremiação da zona norte paulistana entrou na avenida às 5h35, tentando fugir do lugar-comum ao deixar pobreza e escravidão de lado. Fauna e flora, porém, foram escaladas.
Este ano, a escola deixou de lado materiais sintéticos para dar espaço a materiais naturais, como palha, juta e bambu, que complementavam fantasias multicoloridas.
Caroline Bittencourt foi a madrinha da Acadêmicos do Tucuruvi que, no ano passado, foi vice-campeã do Carnaval, a melhor colocação da história da agremiação.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira Robinson da Silva e Thaís Paraguassú representaram deuses africanos. O rapper Emicida, morador ilustre do bairro, também participou do desfile. A rainha da bateria é Valéria de Paula.
Todo o luxo proposto pelo enredo, porém, estava representado na fantasia da madrinha da bateria, Caroline Bittencourt, que carrega costeiro com 500 penas de faisão, conta com 200 metros de cristais e custa cerca de R$ 40 mil.
"Espero que a Tucuruvi leve a alegria do enredo, que fala da África, e da cultura que os africanos trouxeram para o Brasil. Foi uma surpresa ver a fantasia pronta, eu amei, não esperava uma coisa tão bonita", disse a madrinha antes do desfile.
Mestre Adamastor, da bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, falou sobre a pressão de desfilar neste ano, depois de perder o campeonato para a Vai-Vai em 2011. "Estou trabalhando o ano todo para atender às expectativas da escola. Claro que a responsabilidade é maior, os tambores são o coração da escola. E o peso deste ano é maior, porque a escola está buscando o campeonato. Mas vamos com humildade e muito esperança".
Com fantasias inspiradas em trajes típicos de tribos africanas, a comissão de frente "África que Acolhe teus Filhos em teu Coração" mostrou um feiticeiro que abre caminho enquanto os guerreiros protegem um bebê recém-nascido, que é apresentado à tribo.
Com cabanas de palha, elefantes e uma enorme cabeça de um chefe tribal o primeiro carri alegórico, "Esplendor da África", introduziu o tema do enredo da Acadêmicos do Tucuruvi.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou uma coreografia afro. A porta-bandeira trazia uma fantasia feita à mão, com penas de faisão importadas, representando a importância da mulher nas tribos africanas.
O segundo carro, "África Selvagem", trouxe mais de 30 mil reais em plantas vivas, incluindo bromélias, palmeiras, camélias, arecas e ráfias, que serão doadas para a subprefeitura do Tucuruvi para serem plantadas no bairro.
Uma ala com fantasias decoradas por caveiras representava o "Ritual de Sepultamento".
A ala das baianas, que contou com uma integrante de 13 anos, trouxe a fantasia "Mães Feiticeiras", entidades responsáveis pela harmonia das famílias.
Ainda com o tema da magia, o terceiro carro, "Rituais Africanos", foi decorado com caveiras, morcegos e uma enorme coruja e contava com efeitos especiais simulando fogo e muita fumaça.
Em um arranjo pouco usual, a bateria saiu do recuo à frente da quarta alegoria, quase na metade do desfile.
O quarto carro, "Artesanato - A Arte que Vem das Mãos", foi confeccionado em espuma trançada e isopor, representando cerâmicas e outras peças de manufatura africana.
O último carro, "Os Bambas", fechou o desfile com uma homenagem ao grupo de africanos que chegou primeiro ao Brasil, trazendo sua cultura, arte e religião, e às pessoas que não deixam o samba morrer.
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Mancha Verde
Com participação do ex-goleiro Marcos e problemas no abre-alas, Mancha Verde fecha desfiles da primeira noite em São Paulo.
A Mancha Verde encerrou o 1º dia de desfiles do Carnaval paulistano por volta das 7h40 deste sábado (18), com o dia clareando, abalada pelos problemas que ocorreram no carro abre-alas. Dirigentes e integrantes da comissão de frente não seguraram as lágrimas no início do desfile.
Apesar de um pedaço da primeira alegoria ter despencado, a escola prosseguiu com a apresentação. Em seu enredo, “Pelas mãos do mensageiro do axé, a lição de Odu-Obará: a humildade”, trouxe lendas e contos usados para transmitir os ensinamentos do candomblé.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jéssica e Fabiano, representaram o candomblé. Já a última alegoria, o mundo sonhado por Olorum, o criador, trouxe crianças para falar do futuro.
A modelo Viviane Araújo foi a rainha de bateria e a ex-panicat Juju Salimeni, a musa da Mancha Verde, que ficou em 4º lugar no Carnaval passado. Quase nua, Juju desfilou com o corpo coberto apenas por um tapa-sexo e tinta.
Viviane Araújo, madrinha de bateria, trazia uma fantasia toda colorida, pensada para se destacar à luz do dia. "Queria algo de mais destaque, já que vamos desfilar cedo", disse antes do desfile.
O ex-goleiro Marcos, acompanhado de sua mulher e filha, foi o destaque do último carro, "O Mundo que Olorum Sonhou", em que enormes peixes móveis, uma grande mãe natureza e um mar azul representavam um mundo ideal.
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