19.2.12

Carnaval 2012 - Grupo Especial | 18/02/2012

A segunda noite de desfiles do Carnaval paulistano começou com a Dragões da Real, campeã do grupo de acesso em 2011. A agremiação entrou na avenida pouco antes das 23h deste sábado (18), com enredo que homenageou as mães. Os dragões que simbolizam a escola apareceram no tripé da comissão de frente e no último carro, com 14 metros de altura. A ex-BBB Cacau Colucci entrou como musa da bateria.
Inspirada pela história de Itanhaém, cidade do litoral sul de São Paulo, a Pérola Negra deixou o público cantar parte do enredo a capella, sem instrumentos, durante o "apagão" da bateria. A chegada dos portugueses à costa, índios e jesuítas foram lembrados. O padre José de Anchieta foi um dos personagens citados. Com a ex-BBB Jaque Khury como madrinha, os integrantes tiveram que se apressar para conseguir cumprir o desfile no tempo.
Passava da 1h da madrugada deste domingo (19) quando a Mocidade Alegre entrou na avenida. Com o enredo “Ojuobá – No Céu, os olhos do rei...", a escola do Bairro do Limão celebrou o centenário do escritor Jorge Amado.
O desfile da Águia de Ouro foi marcado pela maior presença de celebridades. Além do cineasta Fernando Meirelles, sambaram Gilberto Gil, Caetano Veloso e Rita Lee, numa referência à Tropicália. No segundo carro, foi feita uma homenagem de gosto duvidoso ao jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto pelo regime militar: o destaque que o representava era enforcado enquanto rebolava.
Em seguida foi a vez da Unidos de Vila Maria. Com enredo que fazia referência aos artesãos, a escola contou com a presença da socialite Val Marchiori, do reality show "Mulheres Ricas". "É a primeira vez que desfilo no Brasil. Antes, já tinha saído num Carnaval fora de época no Canadá. Estou com frio na barriga. Queria uma champanhe para me acalmar", disse.
Na esteira das homenagens, a Gaviões da Fiel, penúltima escola da noite, entrou dedicada ao ex-presidente Lula. Ele não participou da festa por ordens médicas, já que está em fase final do tratamento de um câncer na laringe. A agremiação, derivada da torcida organizada do Corinthians, entrou no sambódromo às 5h07 da madrugada. As musas Sabrina Sato, com vistosa fantasia avermelhada, e Tatiane Minerato reuniram a maior parte das atenções na avenida.
Confira todos os detalhes!

 

Dragões da Real

Dragões da Real homenageia todas as mães com alegorias e carros gigantes
A Dragões da Real abre a noite de desfiles deste sábado, em São Paulo, com carros grandiosos e um samba-enredo feito para homenagear todas as mães, inclusive a do árbitro de futebol: “Mãe, Ventre da Vida e Essência do Amor”.
Mãe-natureza, mãe-primavera, mãe-do-samba, mãe-guerreira, mães-de-santo, mães protetoras, mães adotivas, mães de luto, amas de leite e até pais que são mães estão nas alegorias, alas e sete carros da agremiação, que foi campeã do grupo de acesso em 2011. Os dragões que simbolizam a escola também estiveram presentes, não no primeiro carro, mas no tripé da comissão de frente e no último carro, com 14 metros de altura.
Evocando os reinos vegetal e animal, a comissão de frente, "Seres da Seiva e Mãe Natureza", trouxe fantasias feitas com centenas de tiras de tecido, costuradas uma a uma -- o efeito interessante, porém, levou a costureira ao hospital com suspeita de tendinite.
A concepção e o início da relação entre mães e filhos foi o tema também da comissão de frente -- com a gestação da mãe-natureza --; do primeiro casal de mestra-sala e porta-bandeira, Rubens de Castro e Alyssandra, simbolizando a garça que semeia a vida; de alas mostrando o orgulho de ser gestante e mãe; e do primeiro carro, "Seiva da Vida".
O abre-alas antecipa a grandiosidade de todas as alegorias da Dragões: 200 pessoas se movimentam e surgem de casulos, no movimento da vida. No alto, uma escultura gigante representa, novamente, a mãe-natureza.
Logo depois, um pelicano de 12 metros de altura, inspirado em religiões que acreditam que a ave é símbolo da proteção, trouxe consigo uma escultura gigante de uma mãe em trabalho de parto, cercada por muito verde, flores e pássaros. Articulada, a escultura dá a luz um bebê, feito de silicone.
O terceiro carro, "Fé e Devocação", tem as formas da Catedral da Sé, do centro de São Paulo, e inclui um painel gigante com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Este carro fala também da dor das mães que buscam filhos desaparecidos, com a participação de 12 mulheres ligadas à Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), as chamadas Mães da Sé, e com as mães de luto.
O quarto carro, lúdico, representa a mãe que entra em campo com o filho e traz alegorias sobre a mãe do árbitro de futebol, que paga o preço pelos erros do filho a cada jogo, a mãe do lutador, que sobe ao ringue ao lado do filho (ao menos sentimentalmente) e às mães que dão força aos sonhos dos filhos.
FOTOS DA MAMÃE
A homenagem às mães foi feita também através de fotos de mães e avós dos integrantes da escola, que surgem ao longo de todo o desfile pregadas nas roupas do coordenadores de alas, estampadas no quinto carro da escola -- um enorme dragão vermelho, que abriga caixas de presentes (as lembranças das mães), e até mesmo na barra de cada uma das saias das fantasias douradas e vermelhas das baianas, que representavam a elas próprias, consideradas mães do samba.
Mães diferentes também foram lembradas: de dourado e branco, os ritmistas se vestem de "Doutores da Bateria", representando os médicos que têm a missão de cuidar das gestantes. Ao lado, os destaques da agremiação: a rainha Simone Sampaio, e as musas de bateria Cacau Colucci, ex-BBB, Monica Appor, apresentadora, e Luiza Ambiel, atriz e ex-garota da banheira.
Alas fantasiadas de cavalo marinho, canguru e tarântula mostram as mães que carregam os filhos nas costas e os pais que fazem o papel de mães de seus filhos. A sogra também é lembrada com a ala "A mãe de uma flor, também é uma flor, mas com espinhos".
Muita fé também no final do desfile, com a reverência às mães de oração, aquelas que já se foram.
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Pérola Negra

Pérola Negra inova nas alas, 'apaga' a bateria, mas corre para contar a história de Itanhaém
Segunda agremiação a passar pelo Anhembi no segundo dia de desfiles do Carnaval paulistano, a Pérola Negra inovou ao contar os 480 anos de história de Itanhaém, cidade litorânea que faz divisa com São Paulo. Com bela coreografia Oyama Queiróz e alegorias do carnavalesco André Machado, ambos do Rio, a escola da Vila Madalena (zona oeste da cidade) adiantou a ala das baianas, trouxe carros grandes e articulados, fez sua comissão de frente "flutuar" e deixou que escola e público cantasse o samba a capella, graças à paradinha -- ou "apagão" -- da bateria. O fim da passagem, porém, foi de correria e a escola encerrou seu desfile em cima da hora, usando todos os 65 minutos regulamentares.
A relação entre as cidades de São Paulo e de Itanhaém é contada logo na comissão de frente, inspirada no pintor Benedito Calixto. O artista nascido na cidade litorânea dá nome a uma praça no bairro de Pinheiros, onde está localizada a Vila Madalena, berço da agremiação. Os integrantes desta ala surgem divididos em duas frentes -- uma simboliza a realeza, com roupas que se transformam em cavaletes móveis com diferentes obras do pintor estampadas e que contam com rodas que, quando usadas, dão a ideia de que o folião está flutuando no sambódromo; a outra frente, com roupas mais leves, representa as tribos indígenas locais.
Outra novidade ao Anhembi: as baianas vêm logo após a comissão, antes do carro abre-alas e representa a devoção à Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Itanhaém. Bem trabalhada, a fantasia da mais tradicional das alas traz o manto azul típico das estatuetas de nossa senhora e cada uma das baianas carrega um esplendor dourado sobre a cabeça.
O carro abre-alas mostra as riquezas descobertas pelos portugueses na chegada à Itanhaém, nome que significa "pedra que canta" na língua tupi-guarani e é citado no samba-enredo. Cachoeiras, duas caravelas e estátuas dos padres jesuítas surgem representadas na alegoria.
Na sequência, são lembrados os índios que lá viviam, a influência dos jesuítas e do padre José de Anchieta na formação da cidade, que começou como vila anexada à São Vicente, e a presença dos franceses, que também chegaram ao litoral brasileiro.
A bateria da Pérola Negra também traz sua própria encenação -- a chegada do navegador português Martim Afonso de Souza a Itanhaém -- em dois momentos distintos, na entrada e saída do recuo. No restante do desfile, os 230 ritmistas também dão espetáculo com suas paradinhas, deixando entreouvir o canto do samba-enredo, vindo do coro das arquibancadas.
A ex-BBB Jaque Khury, como madrinha, e Thaís Pimentel, rainha, são os destaques deste setor da escola.
O mercenário alemão Hans Staden, seus naufrágios e suas peripécias com a tribo canibal tupinambá são narrados num dos maiores carros alegóricos do carnaval paulista -- uma escultura gigante de índio é rodeada por diversas ocas, feitas de isopor, bambu e espuma, e dezenas de figurantes representando os índios e o estrangeiro.
A mata atlântica -- chamada de "Amazônia paulista" --, os mistérios da fauna terrestre e marinha -- com pássaros, peixes e caranguejos --, as trilhas e vias -- como a estrada de ferro Sorocabana, o rio Itanhaém e a ilha da Queimada Grande--, são algumas das riquezas naturais e cultivadas pelo homem mostradas no terceiro carro da Pérola e também pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, representantes do encontro das águas do rios Itanhaém, Branco e Preto.
A Festa do Divino Espírito Santo, comemorada no dia 15 de abril, é uma importante tradição da cultura caiçara para o município e está no quarto carro, que traz 60 crianças vestidas com luxuosas fantasias nas cores vermelha, branco e dourado, cores da festa. Complementando o carro, uma escultura articulada de pomba, símbolo do Espírito Santo, cujas asas alcançam os 7 metros de envergadura quando abertas, e a presença do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, fantasiados do doce de banana típico da cidade.
A democracia das praias, habitadas por pescadores e visitadas por turistas, também é atração do desfile e tema do último carro, "Itanhaém, hoje a pérola é você", que trata ainda do folclore local, do uso da cidade como locação da novela "Mulheres de Areia", rodada pela primeira vez na década de 1970 pela extinta TV Tupi (houve uma regravação na década de 1990, feita pela rede Globo), e do futuro da exploração da região com a descoberta das jazidas de pré-sal.
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Mocidade Alegre

Mocidade Alegre usa ritmos tribais e precisão na homenagem a Jorge Amado
Mesmo tendo enfrentado um incêndio que danificou dois carros e algumas esculturas, em janeiro, a Mocidade Alegre celebra o centenário do escritor Jorge Amado (nascido em 10 de agosto de 1912) com o enredo “Ojuobá – No Céu, os olhos do rei... Na Terra, a morada dos milagres... No Coração um Obá muito Amado!” e um desfile de grande precisão técnica e ritmo hipnótico garantido pela toada tribal da bateria do mestre Sombra.
A bateria da Mocidade, que representa o poder do fogo de Xangô, é um dos pilares do show dado pela escola: os ritmistas imprimem uma batida tribal forte e cativante, ressoando quase que hipnoticamente ao longo de todo o desfile; em momentos específicos, como na entrada e saída do recuo, a rainha Aline de Oliveira foge totalmente do script, ao também tocar um instrumento -- um surdo de terceira -- enquanto é elevada por dois integrantes acima do restante da ala. O recurso já foi utilizado pela Caprichosos de Pilares, no Carnaval do Rio de Janeiro, mas esta é sua primeira utilização no samba paulistano.
A comissão de frente traz a evocação a Xangô, com a expressão "Ojuobá", que significa "Olhos do Rei" ou "Olhos de Xangô" e também é um título honorífico africano concedido aos altos sacerdotes de cultos africanos e dos rituais de candomblé no Brasil. O próprio Amado exercia esta honraria. Os integrantes da ala aparecem vestidos de guerreiros guardiões da verdade e da justiça.
No abre-alas, as divindades Xangô, Oxum, Obá e Iansã surgem e são seguidas pelo mar de Iemanjá, que representa a liberdade dos negros, escravizados para o trabalho nas plantações de cana da Bahia.
As baianas representam as festas cristãs baianas: a procissão de Nossa Senhora da Conceição das Praias e a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim. Cada uma das tradicionais festas é representada por fantasias de cores diferentes, branca para a primeira e laranja para a segunda.
A escravidão, a repressão, o preconceito, mas também a conquista da liberdade do negro estão no segundo setor e carro da escola, que mostram ainda o orgulho negro.
Xangô também é tema do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. As fantasias que evocam Xangô e sua mulher Iansã, rainha das tempestades e dos ventos, brilham num efeito muito interessante, repetido em pontos específicos do sambódromo
A OBRA
Os carnavalescos Márcio Gonçalves e Sidnei França usam a obra “A Tenda dos Milagres”, escrita por Jorge Amado em 1969, como inspiração para construir um enredo em prol da liberdade e da luta contra todos os tipos de preconceito.Considerado um manisfesto pela igualdade social e contra o preconceito, o livro traz um constante jogo de oposição entre sagrado e profano, popular e erudito, miscigenação de raças e credos como chave para a formação de uma identidade realmente brasileira.
O terceiro carro, que leva o nome do livro, traz como destaque o ator Cássio Scapin, fantasiado de senhor de engenho, e representa o caldeirão de misturas que formam a identidade brasileira, mas também a preconceituosa e exploradora sociedade baiana. Imponente, este carro foi um dos dois prejudicados pelo incêndio no barracão da escola em janeiro.
A inspiração de Jorge Amado para escrever o livro com este nome teria sido dada por Xangô, que alertou o autor sobre a importância da integração entre as culturas e o fim do preconceito para o surgimento de uma verdadeira nação. A obra fez sucesso e acabou sendo adaptada para o cinema e televisão e traduzida para mais de dez idiomas.
Junto ao carro, a ala 11 ("Elite e Vassalagem em São Salvador") mostra esta sociedade colonial de Salvador, ainda preconceituosa.
"O Sagrado e o Profano na Bahia de Todos os Santos", quarta alegoria da Mocidade, mostra diferentes referências à cultura negra, com citações à capoeira, ao candomblé e às festas do Ilê Ayê, movimento com raízes religiosas, que tornou-se o primeiro bloco carnavalesco baiano.
As alas adjacentes ao carro celebram Jorge Amado, morto em 2001, em diferentes fases de sua vida, desde o período ateu e militante, até sua conversão ao candomblé. A homenagem culmina com a quinta alegoria, que mostra a coroação do escritor como Obá de Xangô, honraria vitalícia dada aos representantes, amigos e defensores do terreiro e das tradições do candomblé.
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Águia de Ouro

Com homenagem à Tropicália, Águia de Ouro corre e sofre para não estourar o tempo
A Águia de Ouro, quarta escola a passar pelo Anhembi no segundo dia de Carnaval paulistano, entrou na avenida às 2h20 de domingo (19) para festejar uma das principais manifestações culturais do país com o samba-enredo “Tropicália da Paz e Amor: O Movimento que não acabou”, com a estreia da roqueira Rita Lee num desfile.
A comissão de frente "Tropicália, o Grande Musical" trouxe a influência dos espetáculos da Broadway, misturada a tambores da cultura afro-brasileira.
O primeiro carro alegórico, "Tropicália de Ouro - Brasil: País Tropical", abriu o desfile com a águia que é símbolo da escola e também trouxe para a avenida os primeiros tropicalistas, na figura das tribos indígenas que habitavam o país na época da chegada dos portugueses. A "Garota de Ipanema" Helô Pinheiro era o grande destaque da alegoria.
De gosto duvidoso e potencial para causar polêmica, o segundo carro, "Antropofagia: Devoração, Tropicália, Adoração", lembrou o endurecimento do regime militar e trazia um destaque sendo enforcado, representando o jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto enquanto estava detido pelo DOI-CODI.
Aposentada dos palcos há menos de um mês, Rita Lee entrou na pista do samba no terceiro carro alegórico, "Os Festivais da Música Popular Brasileira", ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Cauby Peixoto.
Enquanto aguardava a hora de entrar na avenida, Caetano comemorou a oportunidade de encontrar artistas como Rita Lee, Ângela Maria, Cauby Peixoto e Roberta Miranda, e mostrou-se empolgado com a participação no desfile. "Estou feliz, ainda mais que é em São Paulo. O Tropicalismo se deu em São Paulo", disse o músico baiano.
O enredo ainda prestou homenagem ao Cinema Novo e a um de seus principais expoentes, o diretor Gláuber Rocha, morto em 1981, representado pelo cineasta Fernando Meirelles, diretor de "Cidade de Deus", e seu filho Kiko, no quarto carro alegórico. Meirelles e o filho filmaram a passagem da Águia de Ouro do alto do carro, que contava com dois telões para as transmitir as imagens.
Sobre a grande quantidade de celebridades no desfile, o presidente Sidnei Antônio Carriuolo disse que foi um "efeito cascata". "A partir do momento que o Meirelles disse sim, o Caetano também aceitou, e vieram os outros." Segundo ele, o diferencial deste ano é que o enredo deve agradar a um público mais velho, com mais de 50 anos.
A bateria do mestre Juca veio fantasiada de hippies dos anos 70, com perucas black power e calças boca de sino.
Com fantasias decoradas com fitinhas do senhor do Bonfim, as baianas trouxeram a fantasia "Sincretismo Religioso" e homenagearam a mãe de Caetano Veloso, Dona Canô, e a mãe de santo Menininha do Gantois.
O primeiro casal de metre-sala e porta-bandeira, Davi e Fernanda, prestou homenagem ao artista plástico Hélio Oiticica com a fantasia "Tropicália, uma Explosão de Cores".
O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex e Verônica, teve os festivais da MPB lembrados em suas fantasias.
O terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Kauãn e Liliane, representou a influência do folclore na Tropicália, com fantasias multicoloridas e cheias de fitas.
O último carro levou à avenida o "Cassino do Chacrinha" e teve como destaque a cantora Wanderléa, além de sósias do próprio apresentador e de cantores como Tim Maia e Elza Soares.
Com o tempo apertado, a escola, que ainda ocupava quase toda a avenida aos 59 minutos, teve que correr para terminar o desfile dentro do tempo permitido de 65 minutos. A correrira prejudicou a evolução, causou tumulto no fim do desfile e pode custar pontos à escola. O cronômetro, no entanto, ainda marcava uma hora e cinco minutos e não ficou claro se a escola estourou o tempo limite.
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Unidos de Vila Maria

Com enredo confuso, Vila Maria cantou importância do trabalho manual
Terceira colocada em 2011, a Unidos de Vila Maria entrou no Anhembi já na madrugada deste domingo (19) com o samba-enredo “A força infinita da criação, Vila Maria feita à mão”, que apresentou a importância do trabalho manual na construção da história da humanidade.
Trabalho que foi cobrado também dos interessados em representar as cores da escola no Anhembi: a Vila Maria dispensou a arquiteta Brunete Fracarolli, integrante do reality show "Mulheres Ricas", da Band, a empresária Sylvia Design e a modelo paraguaia Larissa Riquelme, por entender que as três não tiveram o comprometimento necessário.
"HELLOU"
De toda forma, outra participante do reality está presente. A socialite Val Marchiori foi um dos destaques da agremiação, que contou ainda com a madrinha da bateria Quitéria Chagas, a ex-BBB Flavia Viana e o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt.
Val, com uma fantasia banhada a ouro que custou mais de R$ 100 mil, foi o grande destaque do terceiro carro, que representava as mãos que desenvolveram a tecnologia. "As alegorias estão lindas. A escola trabalhou muito por isso o ano inteiro para surpreender o público", disse a socialite antes do desfile. "É a primeira vez que desfilo no Brasil. Antes, já tinha saído num Carnaval fora de época no Canadá. Estou com um frio na barriga, nervosa. Queria uma champanhe para me acalmar".
Quinta a desfilar no segundo dia de Carnaval de São Paulo, a escola da zona norte de São Paulo foi antecedida por Dragões da Real, Pérola Negra, Mocidade Alegre e Águia de Ouro, e mostrou um enredo confuso, que misturou a criação do universo, artesanato indígena, folclore e o imperador D. Pedro .
Com o tema "Que Haja Luz", a comissão de frente abriu o desfile representando a criação do universo por Deus, com integrantes vestidos de preto e uma enorme mão de 15 metros.
No carro abre-alas, 62 pessoas encenaram os olhos de Deus na formação de tudo, enquanto três destaques representaram o criador, o universo e as estrelas. O céu e as estrelas foram recorrentes em todo o desfile: a ala das baianas se intitulava “Que haja firmamento” e a primeira porta-bandeira representou o Cruzeiro do Sul.
Antes do segundo carro, uma ala coreografada representava os homens da caverna. "Aurora dos Tempos" era o nome da alegoria, que trazia na parte frontal uma grande cama elástica e acrobatas recriando uma cena do filme "2001 - Uma Odisseia no Espaço". O restante do carro trazia referência ao mito da Torre de Babel.
O quarto carro, "Artesanato Brasileiro", trazia dez mil fuxicos decorando sua lateral e uma grande carranca à frente.
O quarto casal de mestre-sala e porta-bandeira veio representando o rei e a rainha do Maracatu.
A bateria trazia a fantasia de babalorixá, que com as mãos jogam búzios e enxergam o destino da escola.
O quinto e último carro lembrou o imperador D. Pedro com a representação da casa onde se encontrava com a Marquesa de Santos, e trouxe referências a outras épocas, como bondes e a figura do português Zé Pereira, que saía às ruas batendo um tambor para anunciar o Carnaval.
O enredo da Vila Maria falou ainda de sustentabilidade e respeito à natureza. As alas finais prestaram homenagem a todos os que usaram as mãos para fazer o Carnaval da escola acontecer.
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Gaviões da Fiel
Gaviões da Fiel empolga o público com enredo sobre a trajetória do ex-presidente Lula
A Gaviões da Fiel, sexta escola a desfilar no segundo dia de Carnaval em São Paulo, homenageou o ex-presidente Lula com o enredo "Verás que um Filho Fiel Não Foge à Luta. Lula, o Retrato de Uma Nação".
O homenageado, que está na fase final do tratamento de um tumor de laringe, não participou do desfile por recomendação médica e foi representado por sua mulher, Marisa Letícia, que veio no último carro alegórico da agremiação.
Lula, que é corintiano, gravou um vídeo agradecendo a homenagem da escola. Após assistir ao desfile pela televisão, o petista ligou para a mulher e disse que ficou bastante emocionado.
O enredo se baseou em contos da literatura de cordel, com suas metáforas e rimas, para narrar a fábula de um menino guerreiro que nasceu pobre, saiu do sertão e ocupou o cargo mais importante do país entre 2003 e 2010, em dois mandatos, dos quais saiu com 80% de aprovação popular.
Com 26 alas e cinco carros alegóricos, os torcedores do "Timão" fizeram alusão aos programas sociais criados pelo ex-presidente, como o Bolsa Família e o Luz para Todos, que tiraram da pobreza 29 milhões de brasileiros.
Sabrina Sato, madrinha da bateria, e Tatiane Minerato, rainha, foram destaques da Gaviões da Fiel, que ficou em 5º lugar no carnaval 2011. Sabrina fugiu à regra e não ostentou plumas na fantasia em tons de vermelho: a costeira trazia objetos pontiagudos e, na cabeça, a madrinha portava um adorno com estrelas e um enorme rabo de cavalo com cabelos alaranjados.
A comissão de frente, "Cordel do Povo Brasileiro", levou à avenida as xilogravuras da literatura de cordel, com painéis e bailarinos que representavam as diferentes etapas da vida do ex-presidente.
Com fantasias luxuosas e uma profusão de plumas, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Bozó e Gisleine, representavam o gavião carcará e a flor de mandacaru.
Na sequência, a ala das baianas veio com a fantasia "Mãe Coragem, Mãe Terra, Pátria Amada", inspirada nas vestimentas de cangaceiros, para homenagear dona Lindu, mãe de Lula.
Logo atrás, uma ala coreografada com fantasias de escorpião faziam referência ao signo do ex-presidente.
Representando a mudança de Lula de Pernambuco para São Paulo, o primeiro carro alegórico retomava o tema do signo do ex-presidente, com escorpiões na parte traseira da alegoria, que trazia à frente o símbolo da escola, adaptado ao enrendo: um gavião carcará.
Com um castelo sombrio, povoado por um grande dragão, o segundo carro, "O Duelo da Democracia Contra o Dragão da Ditadura", representava o regime militar e a anistia.
A bateria veio caracterizada de Lula operário e, já no recuo, transformou-se em uma legião de presidentes.
O terceiro carro alegórico trouxe os senadores Lindberg Farias e Eduardo Suplicy como tripulantes da "Barca da Cidadania em Viagem ao Coração do Brasil".
O quarto carro condensou símbolos de Brasília, como o Palácio da Alvorada e a catedral, representando a posse de Lula. À frente do carro, dirgindo o Rolls Royce presidencial, veio o ator Fábio Assunção. "Sou corintiano, sou de São Paulo e tem tudo a ver estar aqui. Esse ano é especial, é muito emocionante e estou torcendo pela saúde do Lula", disse o ator antes do desfile.
Encerrando o desfile, o último carro tinha como destaque a ex-primeira dama Marisa Letícia, acompanhada do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Ao centro, um telão no formato do símbolo do clube paulista transmitia o vídeo que Lula gravou na sexta-feira (17), agradecendo a homenagem.
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Tom Maior

Tom Maior encerra o Carnaval paulistano com enredo que prega paz e homenagem a presidente morto em maio
Última escola a desfilar na madrugada deste domingo (19), a Tom Maior fechou o Carnaval paulistano mostrando seres celestiais enviados à Terra para levar a humanidade ao caminho da paz.
Com esse mote, a agremiação cantou seu enredo “Paz na Terra e aos homens de boa vontade”, que propôs soluções para um mundo melhor e mostrou tudo o que o homem já fez para afastá-lo da paz.
Apesar de o enredo falar de paz, o grande homenageado da noite foi Marko Antônio Silva, ex-presidente da escola que morreu em maio passado, vítima de leucemia. Luciana Silva, irmã de Marko e atual presidente, falou sobre a emoção de lembrá-lo: "Espero conseguir transmitir a emoção de hoje. Estou sensibilizada, principalmente quando vi o carro que tem detalhes que remetem ao Marko, e a última ala, com fotos do nosso eterno presidente."
Desfilaram na escola a apresentadora Faa Morena e a atriz Luiza Ambiel. A apresentadora representou um anjo e veio no terceiro carro da escola, "Limpando o Distrito Federal", com uma fantasia decorada com mil penas de pavão desidratadas e tingidas de vermelho, com um uma pedrinha de strass Swarovski no centro de cada uma. O adereço ainda conta com 600 plumas, também vermelhas. O carro em que Faa desfilou fez alusão ao combate à corrupção, com a representação do Congresso Nacional povoado por ratos.
A ex-panicat Tânia Oliveira era a madrinha da escola que, no ano passado, foi a 9ª colocada do carnaval. Tânia, que substitui Adriana Bombom como madrinha da escola, foi à China comprar penas de faisão albino para sua fantasia, intitulada "Proteção Divina", que também conta com cristais Swarovski. Tânia terminou de ajustar a fantasia pouco antes de começar o desfile. Na escola há cinco anos, ela chorou ao falar do ex-presidente homenageado. "É tudo muito emocionante. A homenagem ao Marko, minha estreia à frente da bateria... Espero que o desfile corra bem. Se depender do empenho da comunidade, vai dar tudo certo", disse ela antes do desfile.
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